QUANTO MAIS INVISÍVEL MELHOR

Outro dia assistindo ao vídeo “Puberdade, postura e uma cubana” da JoutJout, percebi uma pequena grande semelhança entre nos.

Julia tem 25 anos e eu tenho 28, vivemos um pouco em um mundo pré-internet banda larga. Eu usei modem discado por muito tempo, tinha um Pentium 2 com 233 MHz de memória e ainda assim vivia no falecido IRC, chats, brinquei de Dolls, fazia vários sites bem maneiros com gifs de purpurina e cursor animado.

Ou seja tô pré-histórica na web, mas ainda assim, mesmo vivido a era de ouro do Fotolog – e eu tinha até vários seguidores – nunca consegui me reconhecer como alguém que almeja fama na internet.

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LEMBRANÇAS E IDENTIDADE

Tenho medo de perder a memória. Só porque é lá que eu me encontro, as lembranças é onde eu busco refúgio e consigo encontrar a mim mesma.

Cada vez menos paramos para lembrar sobre nosso passado, às vezes as lembranças vêm e passam rapidamente. Nesse mundo corrido, fugaz, efêmero quem tem tempo a perder lembrando coisas que já passou?

“Devemos olhar pra frente”, “o que passou, passou” são frases comuns que colocam nosso foco no presente e no futuro. Mas, se alguém sem memória se sente sem identidade, alguém que não se lembra, fica sem identidade também?

lembranças

Lembranças: se revisitar faz parte da construção constante do ser

Como, por exemplo, eu poderia dizer hoje “eu gosto do cerrado” se não me lembrasse das viagens de ônibus à Brasília quando criança?
À noite eu podia ver a paisagem mineira cheia de montanhas e recortes se transformando a cada quilômetro dos 1500 km que separam Juiz de Fora de Brasília.

No amanhecer a paisagem já era outra e podíamos sentir a potência do Sol no horizonte e mesmo sem fazer essa viagem há muitos anos, eu posso fechar os olhos nesse minuto consigo me lembrar do sol tocando minha pele pela janela do ônibus e do cheiro do ar quando eu descia do ônibus.

Lembranças da minha infância como essas das viagens à Brasília têm surgido espontaneamente na minha mente em diversos momentos. Faço questão de aproveitar o momento e tentar repetir as lembranças o máximo possível. Só para fixar mais e não ter o risco de esquecer quem eu sou.

Sabendo quem se é, se vive um presente melhor. Vivemos nossa realidade nos espelhando em nos mesmos e não em outras pessoas. Criamos nosso próprio modelo de vida e nossa identidade própria aprendendo com erros e acertos, revisitando momentos e se encontrando em si.

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PEQUENAS VITÓRIAS DA VIDA NORMAL

As vezes nós olhamos para outras pessoas e pensamos “nossa, tão inteligente, tão interessante, a vida deve ser fantástica”, né? Aí eu olho para mim mesma e penso “uma vida fantástica é feita de pequenas vitórias!”. Tudo que eu tenho feito é tão normal, mas consegui contabilizar algumas vitórias!

Pequenas vitórias da vida normal!

Finalmente terminei de assistir a 5ª temporada de GIRLS, vitória! Melhor momento: Shoshanna no Japão

Comprei uma calça de sarja de uma confecção local com cintura alta por apenas R$60, considerei uma vitória, já que algumas lojas consideram R$189,00 um preço justo.

pequenas vitórias da vida normal pavê de frappuccino starbucks trifle caramel caramelo chantilly café coffee

Eu também fiz o Pavê de Frappuccino, um pavê inspirado no Frappuccino de Caramelo da Starbucks, ficou muito bom! Como não tenho batedeira e não tenho habilidade para bater um chantilly na mão, desenvolvi uma técnica de bater o chantilly com um mixer! Mais uma vitória.

Consegui uma bolsa ótima na faculdade! Grande vitória!

Finalmente assisti ao documentário “Tarja Branca” da Maria Farinha Filmes, aquela mesma que fez “Muito Além do Peso” e “Criança a Alma do Negócio”. Desde o lançamento eu queria muito assistir, mas só agora tive oportunidade. Esse é um filme que todos devem assistir, pois nos faz pensar sobre as relações das crianças com o mundo, com o brincar, também a relação do adulto com a sua criança interior que é anulada pela sociedade. Vitória nº 6!

Minha amiga Helena do Garotas Rosa Choque Blog foi uma fada madrinha e me convidou para conhecer o Chef Erick Jacquin na coletiva de imprensa do evento do Independência Shopping. Ele foi muito simpático e atencioso, percebeu minha expressão de desespero e me convidou para experimentar o famoso tartar. Mais uma grande vitória!

Também foi meu aniversário. Não teve nenhuma grande comemoração, estava com os ânimos exaltados por conta de uma tensão pré-menstrual combinada com uma sinusite que destruiu qualquer vestígio de bom humor. Depois que isso passou eu consegui refletir sobre os 28 anos completados: me senti agradecida por ter chegado nessa idade tendo a consciência e preocupação de querer melhorar como pessoa; agradeci também por ser alguém que não sai distribuindo problemas para os outros, que conhece seus limites e tem os pés no chão. Nesse mundo onde é mais fácil ser uma pessoa alienada, isso é de fato uma vitória.

Recebi uma doação de Kombucha Tea para fazer o meu próprio e está dando muito certo! Em poucos dias começo a fazer a segunda fermentação e estou bem animada: vitória! Me sinto muito hippie fazendo isso.

Comecei hoje a produzir o Levain, um fermento natural para fazer pão caseiro. Quem me conhece bem sabe que eu adoro cozinhar e que quanto mais difícil a receita maior é a satisfação em reproduzir. Por isso poder fazer um pão caseiro com fermento natural feito por mim mesma é com certeza uma vitória!

Também comi uma pizza fantástica de uma pizzaria que eu queria experimentar a muito tempo, além de deliciosa, ela chegou em 13 minutos na minha casa. Escrevi vitória ao lado do telefone da pizzaria!

A grande vitória das pequenas vitórias: sentei e escrevi esse texto!

A vida é feita de pequenos momentos, pequenas vitórias diárias e basta a nós ver a alegria nas pequenas coisas! 

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