VIDA | CRISE DOS VINTE E TANTOS ANOS

Crise dos 25 anos, isso existe? É muito fácil acreditar que a crise dos 25 é apenas um mito quando se está com a vida em ordem. E também é muito fácil colocar a culpa nela quando a vida está uma merda. No entanto, acredito que essa crise é uma fase de questionamento, reflexão e autocrítica.

Eu tive a crise de 21 anos no exato momento em que recebi parabéns e uma pessoa falou: “parabéns Talita, agora você é adulta”. Aquilo doeu. Eu não era adulta, não queria ser e nem estava preparada para ser.

Não teve jeito, a vida me fez ser a adulta que eu não queria.

Deixei alguns amigos de lado, algumas recreações e me empenhei a minha vida adulta: neste período fui trabalhar em um lugar bem legal, fiz minha monografia da graduação, comecei um relacionamento.

Foram cinco anos de uma vida focada, sem nenhuma dúvida sobre o que eu queria para o futuro ou questionamento. Eu arranquei para a vida e segui em frente.

Esse ano fiz 26 e doeu. Agora estou mais próxima dos 30 do que dos 20. Mais próxima na idade e mais longe dos objetivo.

O ano de 2014 não tem sido nada fácil. A soma de  uma crise financeira com planos e projetos para o futuro totalmente fracassados não poderia resultar em nada além do sentimento: “e agora?”.

Entrei no modo automático, fiz o que precisava ser feito e tentei não dar espaço para a dúvida. Não deu, o “e agora?” martelava minha cabeça e meu coração.

O “e agora?” é a minha crise dos vinte-e-tantos.

Entrei na faculdade e ouvi uma profecia: “essa faculdade vai abrir sua cabeça”.

Abriu. Passei a duvidar de tudo aquilo que eu tinha certeza e o “e agora?” ficou gigante, está maior que eu.

Não somos moldados para lidar com questionamentos, precisamos de soluções rápidas para os problemas, por isso essa fase de reflexão incomoda.

Meu “e agora?” precisa de uma resposta, mas eu vou deixar a vida responder.

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